Em nova fase, Moovit testa serviço de carona.

Negócios 04 Jul 2016
Em nova fase, Moovit testa serviço de carona.

Os mais de 40 milhões de usuários do aplicativo de rotas de transporte público Moovit terão, em breve, a opção de pegar uma carona com um desconhecido para chegar mais rápido em casa, após enfrentar o aperto do metrô no horário de pico. O serviço de carona compartilhada, que está em testes em Israel desde o início de abril, deve chegar a outros países em breve. Com mais de 10 milhões de usuários do Moovit, o Brasil deve ser um dos primeiros a ter acesso a nova modalidade do serviço que, segundo os cálculos da empresa, deve ter preços equivalentes a 30% do custo de uma viagem de táxi.

A informação foi revelada pelo israelense Nir Erez, cofundador e presidente executivo do Moovit, durante uma visita do Estado à sede da startup em Ness Ziona, cidade localizada na região metropolitana de Tel Aviv. Amplo e com visual moderno, semelhante ao de gigantes como Google e Facebook, o escritório fica num prédio recém-construído no coração de uma área residencial. Lá trabalha a maior parte da equipe de 90 funcionários, que mantém o serviço funcionando em mais de 65 países em todo o mundo.

“Estamos numa transição em que o Moovit não será apenas uma solução para o transporte público, mas uma solução para mobilidade urbana”, explica Erez. “Daqui a dez anos, as pessoas não vão se importar com o tipo de transporte que vão utilizar, mas só em chegar de um lugar a outro da maneira mais eficiente possível.”

 Os motoristas interessados em usar o serviço de carona do Moovit terão de se cadastrar e informar o trajeto que vão percorrer de carro. Com esses dados, o sistema passa a considerar a carona como mais uma opção de locomoção ao traçar rotas para os usuários de transporte público. O próprio app calcula o custo da carona – com base na distância, gasto de combustível e valor do seguro, além da comissão do Moovit – e mostra o total na tela para motorista e passageiro antes de ambos aceitarem compartilhar a viagem.

O serviço é bastante similar ao oferecido pela francesa BlaBlaCar em vários países, entre eles o Brasil. A diferença é que no Moovit as caronas acontecem dentro de uma mesma cidade, enquanto o serviço francês que só permite viagens intermunicipais. Ao contrário dos aplicativos de carona paga, como Uber, o motorista não pode lucrar com a carona, apenas dividir seus custos. O valor é debitado no cartão de crédito do passageiro, assim que a carona é encerrada no aplicativo.

Potencial. A nova modalidade de serviço, que amplia o alcance do Moovit, promete valorizar ainda mais o aplicativo, que já conseguiu levantar mais de US$ 83 milhões em quatro rodadas de investimento – a última aconteceu em novembro do ano passado. “Com o ritmo de crescimento que temos registrado, acreditamos que vamos superar a marca de 100 milhões de usuários no início de 2017.”

O grande desafio agora, segundo o executivo, é mapear o transporte público no mundo inteiro. “Quando começamos, só 10% estava mapeado”, diz Erez. “Hoje, quatro anos depois de muito trabalho duro, mal chegamos a 50%.”

Fonte: Estadão

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