#PaixãoPorTransformação. Essa é a receita do sucesso para quem quer se manter no mercado segundo o COO da Spread Tecnologia

Newsletter 21 Jun 2018

Liane Gotlib Zaidler
Especial para a Câmara Brasil- Israel de Comercio e Indústria

genova

Capturar ideias e desafios para gerar soluções que somem valor para os clientes. Esse é o propósito da Spread, que está há 35 anos no mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação, trazendo o futuro da tecnologia para o presente de seus clientes. Com a matriz mais quatro filiais espalhadas pelo Brasil possui mais de 300 grandes clientes nos setores de finanças, governo, telecomunicações, indústria, varejo, educação e saúde. Em entrevista exclusiva para a Câmara Brasil-Israel, José Alberto Bouça, chief operating officer (COO) da Spread, fala sobre os desafios para se manter no mercado há tantos anos.

Vocês estão no mercado há mais de 30 anos. Qual o segredo do sucesso?
Nosso slogan é “#PaixãoPorTransformação”. Tudo é muito transformador na área de tecnologia, você tem que ouvir o cliente, enxergar direções, estudar o mercado e ser flexível para se transformar e se adaptar.

Como a transformação digital impulsiona o mercado corporativo?
Esse é o maior dilema de todas as grandes empresas. Transformar não é apenas automatizar, mas sim descobrir novos modelos de negócios de forma a atrair novos clientes. A maior parte das empresas tem dificuldade em enxergar isso. É preciso repensar o próprio business de tempos em tempos e usufruir da tecnologia para criar novos modelos de negócios.

Como atrair talentos para esse cenário cada vez mais exigente e veloz?
Temos mais de dois mil talentos em nossa empresa e sofremos com a ostensiva busca por profissionais. A questão não é apenas financeira. Na Spread procuramos criar uma conexão de time e construir um ambiente onde nossa equipe possa enxergar um propósito e perceber que está conseguindo gerar valor.

O que é a Genova Empreendedorismo?
A Genova é uma aceleradora de startups que tem como objetivo transformar ideias inovadoras em negócios. Ela nasceu em um momento onde começamos a ver nossos funcionários saindo em busca de iniciarem seu próprio negócio. Foi aí que surgiu a ideia de criarmos um novo passo em nosso ciclo empreendedor. A ideia deu tão certo, que acabamos inclusive abrindo para fora. Também desenvolvemos uma iniciativa chamada Gabbi, que é uma plataforma que está em desenvolvimento e vai gerar uma disrupção no nosso modelo tradicional de negócio.

Vocês estiveram recentemente em Israel. Como foi essa experiência?
Já tínhamos estado no Vale do Silício, em Seattle e em Portugal, justamente com a ideia de conhecer outros ambientes, e o mais curioso é que encontramos muitas iniciativas de empresas israelenses nesses lugares. Foi aí que procuramos a Câmara Brasil-Israel para nos ajudar a montar um programa de imersão, com visitas e reuniões de trabalho dentro do nosso propósito de conhecer o ecossistema israelense. A iniciativa foi um sucesso e atingimos nossos objetivos de criar uma conexão comercial para trazer tecnologia de Israel para o Brasil e conceber um intercâmbio para a Genova no processo de aceleração.

Vocês estão analisando possibilidades de investimento em Israel?
Queremos levar nossos empreendedores para fazerem incursões em Israel para que levem um “choque” de como funciona o modelo israelense. Estamos em processo de implantar um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Israel endereçando os temas mais complexos da plataforma Gabbi, muito ligados a “deep learning” e inteligência artificial.

Como você vê Brasil e Israel trabalhando em conjunto?
Os israelenses são muito diretos e receptivos, mas a minha impressão é de que eles não enxergam o Brasil como um alvo. Acho que é preciso reforçar o tamanho e a força do nosso mercado e criar um veículo de conexão, além de parcerias e transferência de tecnologia.

Em sua opinião, como Israel pode contribuir para o ambiente de tecnologia, inovação, empreendedorismo e startups no Brasil?
As startups israelenses estão focadas em tecnologia pura e não só em produto, com muita pesquisa e propriedade intelectual. Eles têm um modelo onde o setor público fomenta e incentiva os empreendedores. Acho que esse espirito empreendedor, o fomento do governo e os investimentos em pesquisa aplicada são um exemplo maravilhoso que deveria ser seguido pelo Brasil.

Qual sua mensagem para quem quer empreender?
Sonhe grande, comece pequeno, planeja bem e não tenha medo de errar, pois o erro é sempre um aprendizado.

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