Por que empresas devem investir em eventos esportivos

Negócios 28 Ago 2017
Por que empresas devem investir em eventos esportivos
Brasil levou delegação de 420 atletas para as Macabíadas em Israel

Em tempos de crise, as empresas que pensam em seguir competitivas precisam se redesenhar.  Uma grande oportunidade está em investir parte do budget do marketing, no Esporte. Em primeiro lugar, porque são estratégias mais econômicas em relação as mídias convencionais.  Em seguida porque com isso as empresas conseguem direcionar e posicionar-se ao lado do seu público alvo, se este for um público, afirma Roberto Conte Jr., Sócio da Ray AG.

Atualmente, muitas empresas vêm direcionando a receita dos impostos para eventos e projetos esportivos.  Muitas delas estão constituindo em sua plataforma de comunicação e marketing um posicionamento que vai além da exposição da marca e busca compartilhar histórias e experiências que comovam o público, retratando histórias de dedicação, esforço e vitórias vividas no Esporte.

macabiah

Brasil fez bonito nas Macabíadas em Israel

Entre os dias 04 e 18 de julho, as cidades de Jerusalém, Tel Aviv e Haifa receberam cerca de 10 mil pessoas de 80 países durante as Macabíadas, evento multidesportivo que desde 1932 acontece a cada quatro anos em Israel. Durante o consagrado evento, atletas das mais diversas modalidades e países se reúnem para disputar quem tem o melhor desempenho e celebrar o espírito esportivo, tal como nos Jogos Olímpicos,

Neste ano, o Brasil participou do evento com uma das maiores delegações já enviadas para uma Macabíada, com 420 atletas divididos em três categorias: 220 na divisão júnior (para atletas até 18 anos), 120 na categoria aberta (engloba todas as idades) e 80 na divisão master (para atletas a partir dos 35 anos). Dois medalhistas olímpicos representaram o Brasil: o levantador Marcelinho, medalha de prata nas Olimpíadas de Pequim, em 2008 e Israel Stroh, prata no tênis de mesa nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Ronald Nazario de Lima, filho de Ronaldo Fenômeno, também representou nosso país.

A questão da falta do patrocínio foi levantada pela organização do evento.  “Estamos dentro da Lei do Incentivo ao Esporte, mas o valor que arrecadamos com doações e patrocínios, é sempre menor do que as despesas”. destacou Dorio Feldman, diretor-executivo da Confederação Brasileira Macabi.

O Brasil conquistou 47 medalhas e ficou em quinto lugar na Competição, com 13 medalhas de ouro, 18 de prata e 16 de bronze. Israel ficou em primeiro lugar, com 465 medalhas e os Estados Unidos em segundo, com 49.

Bruno - esgrima

A primeira medalha saiu logo no primeiro dia das competições com o jovem Bruno Pekelman, que levou o ouro no esgrima. A natação somou 26 medalhas (cinco de ouro, sete de prata e 13 de bronze. O Futsal sub 18 bateu a Argentina e ganhou uma medalha de ouro, assim como o futebol de campo masculino, que também conquistou uma inédita medalha de ouro. O judoca Guilherme Minakawa tornou-se tricampeão macabeu, com mais uma medalha de ouro e o polo aquático júnior conquistou a medalha de prata.

“Participar da Macabíada, foi uma experiência incrível. Conquistar uma medalha de ouro e uma de prata em um evento como este, considerado o terceiro maior do mundo, foi muito importante para a minha carreira. Tenho 16 anos e comecei a treinar com nove anos de idade, pois a minha família tem uma tradição no esporte. Meu tio avô já participou de uma Olimpíada, meu pai, minha mãe, minha irmã e meus primos também treinam esgrima.  Acabei pegando gosto pelo esporte e estou muito feliz com essa conquista.  Infelizmente ainda conto com o “paitrocínio”. Como são muitas viagens e campeonatos internacionais, acaba custando muito caro para minha família. Temos uma pequena ajuda do governo com o “bolsa- atleta”, mas espero que depois desta medalha seja mais fácil conseguir um patrocinador”, destacou Bruno Pekelman.

Já na Paramacabíada, o Brasil conquistou medalha de ouro no tênis de mesa, com Israel Stroh e de bronze na natação com Silvia Hidal. “Minha maior dificuldade foi jogar com todas as classes misturadas. Eu sou Classe 7, uma classe baixa, e tive que enfrentar até jogadores Classe 10″, afirmou o campeão Israel Stroh, que tem paralisia cerebral e previa dificuldades nas Macabíadas por competir no tênis de mesa contra atletas em melhores condições.

Israel macabíada

Quer colocar sua empresa ou marca nesse jogo de sucesso?
Confira algumas dicas de especialista.

  1.  Adotar uma modalidade esportiva, entidade, eventos e/ou atletas para patrocinar;
  2. Escolher os projetos que tenham mais sinergia com seus produtos ou serviços;
  3. Contratar agência / consultores para compor esse plano;
  4. Aproximar ao máximo as características e atributos do projeto patrocinado seja ele evento, entidade ou atleta (ou todos) com os valores da empresa.
  5. Fazer um planejamento a médio e longo prazo entrelaçando e combinando a outras estratégias da empresa, potencializando os resultados e o retorno do investimento.

Hoje, colocar a marca ao lado de experiências que gerem e compartilhem emoções, significa chegar à frente no jogo contra a concorrência.

 

por: Liane Gotlieb Zaidler

 

 

 

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