Setor de transporte coletivo discute concorrência com serviços por app e aponta soluções

Apontados como um dos motivos para a diminuição no número de passageiros nos ônibus, os serviços de deslocamento de pessoas por aplicativo são um desafio, mas podem ser uma solução para o transporte coletivo no Brasil. A experiência do City Bus 2.0, o primeiro transporte público coletivo por app da América Latina, que funciona desde fevereiro deste ano em Goiânia (GO), foi apresentado, nesta quinta-feira (22), pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), como exemplo de inovação a empresários do setor, incluindo representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE).

Em operação há seis meses, o City Bus 2.0 opera com 29 veículos na capital de Goiás. O serviço atende 28 bairros da cidade, numa área de 40 quilômetros quadrados. Cerca de 50 mil downloads do aplicativo foram feitos nesse período. A opção funciona dentro do sistema de transporte público de Goiânia. São vans com 14 lugares sem rotas ou pontos de embarque e desembarque fixos.

O parceiro tecnológico da HP, operadora do City Bus 2.0, é a empresa israelense Via, que oferece serviços semelhantes em outras 50 cidades nos Estados Unidos, Europa, Canadá e em países da Ásia.

Trata-se de um serviço de transporte coletivo por aplicativo de celular – que pode ser baixado em celulares com sistemas Android e iOS – em que o usuário escolhe seu destino, confirma a viagem e é direcionado para o ponto virtual, onde deve pegar o miniônibus que será identificado na plataforma. Os deslocamentos para embarcar em uma das vans é de até 400 metros.

“Identificamos uma queda de usuários no transporte coletivo convencional e fizemos um estudo, que revelou um desejo do consumidor pela escolha de suas próprias rotas e viagens mais curtas, que atualmente, não são contempladas pelo serviço de transporte comum. As principais demandas foram tempo, conforto e segurança”, afirmou a diretora-executiva da HP, Indiara Ferreira.

Para usar o serviço, depois de baixar o app e fazer um cadastro, o usuário pode solicitar uma viagem. No mapa, há a identificação dos locais de partida e de destino. O aplicativo indica uma van disponível. Em seguida, a plataforma direciona o usuário para um ponto virtual – local de embarque – mais próximo. Como o serviço é coletivo, o usuário precisa se deslocar alguns metros para pegar o transporte. O nome do motorista, um canal para contato e a placa do veículo também são disponibilizados no app. Ao entrar no veículo, o usuário é identificado e segue viagem até o destino informado.

A tarifa-base do serviço é de R$ 2,50, mas o valor é variável pela distância percorrida. Como é flexível e calculado pelo trajeto, o aplicativo faz o cálculo total do descolamento e informa ao usuário antes do embarque. Em viagens de até cinco quilômetros, o valor pago é cerca de 30% mais barato do que nas viagens pelos aplicativos de transporte individuais.

O pagamento é feito por cartão de crédito cadastrado no aplicativo ou em dinheiro. Até três minutos após confirmar a viagem, o cancelamento é gratuito. Após esse tempo, o usuário paga uma taxa de desistência. O tempo de espera pelo passageiro é de dois minutos. Caso ele não esteja no ponto de embarque, o motorista liga para o usuário e, então, caso ele não apareça, segue viagem com os demais passageiros. O City Bus 2.0 funciona segunda-feira a sábado, das 6h às 23h.

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