Startup israelense oferece treinamento de Mídia Social para crianças

Tecnologia 22 Jan 2014
Startup israelense oferece treinamento de Mídia Social para crianças

Nipagesh, o novo Facebook para crianças!

Há cerca de dois anos, a filha de Itay Eshet, de apenas 10 anos, lhe disse que queria uma conta no Facebook. Eshet respondeu a ela que o Facebook não é para crianças, e ao invés disso, construiu uma nova rede social para pré-adolescentes chamada Nipagesh, que significa “vamos nos encontrar” em hebraico.

O Facebook e outras redes sociais exigem aos usuários terem pelo menos 13 anos, mas muitas crianças querem participar mais cedo, o que deixa muitos pais preocupados em como gerir a socialização de seus filhos on-line, não apenas por causa de barreiras legais, mas também por eventuais interações inapropriadas com desconhecidos e bullying.

Eshet diz que sua rede capacita futuros usuários do Facebook para serem inteligentes. “O Nipagesh é para crianças de ensino fundamental. Porque queremos construí-los e prepará-los para o uso de redes sociais quando … eles tiverem idade suficiente para usar o Facebook, WhatsApp ou qualquer outra rede social que quiserem utilizar.”

A captura de tela de bate-papo do Nipagesh.  Quando uma escola se junta à rede, todo o seu corpo discente, junto com os pais e professores, se inscreveu em uma vez.  As crianças podem mensagens bandeira que os tornam desconfortável.

Construindo algo seguro e divertido.

Eshet sabia que a rede deveria ser segura. Sua filha disse que tinha que ser divertido. Evoluiu para uma rede de relacionamento que cadastra escolas, não indivíduos. Uma vez que uma escola está cadastrada, todo aluno é um membro. Eshet diz que isso facilita para aprender socializar online.

“Primeiro, todos os amigos da criança fazem parte da rede, o que se torna muito mais interessante para ele, que não vai precisar procurar amigos fora”, explica Eshet. “Em segundo lugar, todos os membros da rede são autenticados.”

Até o momento, 100 escolas em Israel estão participando. Os usuários têm que usar seus nomes reais, e as crianças podem conversar ou se tornar amigos de qualquer outra pessoa na rede – até mesmo desconhecidos de outras escolas.

“Eles são estranhos, mas sabemos com certeza que são crianças”, diz Eshet. “E sabemos que idade eles tem e quais são os seus interesses.”

Alunos do quinto ano da escola primária Reut Regional, no centro de Israel, aprovaram o programa. Uma estudante diz que ela joga um monte de jogos no Nipagesh e faz novos amigos lá, enquanto outra diz que qualquer assédio moral é rapidamente interrompido.

Professores e pais também são automaticamente membros, e em cada página há um botão de “report” para que as crianças possam marcar mensagens que as façam se sentir desconfortáveis. Algoritmos também ajudam a detectar conteúdo impróprio e alerta os administradores.

Uma  aluna quinto ano utilizando Nipagesh diz que usou o recurso de denunciar mensagem para marcar uma votação que um colega de classe tinha publicado, perguntando qual menina, de diversas nomeadas, era a mais bonita.

“As crianças gostam de denunciar”, diz Eshet, acrescentando que às vezes os professores têm usado esses alertas para iniciar as discussões em sala de aula. “É uma ótima maneira de aprender o que deve ou não reportar. Estamos aqui para ensiná-los.”

Uma rede muito protegida

“Eu prefiro que ela esteja neste, ao invés do Facebook, porque lá eu não tenho nenhum controle”, diz Michal Zaiden, mãe de duas filhss. A de 10 anos está no Nipagesh agora, mas a de 12 anos mentiu sobre sua idade para abrir uma conta no Facebook.

“Eu sou amiga dela no Facebook para que eu possa ver o que ela está colocando e o que seus amigos lhe dizem. Mas não é a mesma coisa”, como as proteções oferecidas no Nipagesh, diz Zaiden.

Por exemplo, Zaiden não tinha ideia que sua filha de 12 anos teve uma grande briga com sua melhor amiga no Facebook. No Nipagesh, Zaiden não pode ler as conversas privadas de sua filha de 10 anos, mas o sistema diz a ela com quem a aluna da quinta série está conversando, e o que mais ela faz ou publica.

Uma das atividade que o Nipagesh oferece é a lição de casa. O professor Nitza Gerber utiliza a rede para iniciar as discussões, criar exercícios e se conectar com seus alunos fora da classe.

“Existem duas partes”, explica Gerber. “Primeiro, é uma rede social – uma rede muito protegida. A outra coisa são as possibilidades acadêmicas. Quando há esta combinação, eu acho que o céu é o limite”.

Nesta fase inicial, Nipagesh é gratuito para escolas israelenses e para seus alunos. A empresa espera que eventualmente as escolas  paguem para se inscrever. Zaiden não tem certeza que pessoalmente queira pagar pelo serviço, mas acrescenta que se todas as outras crianças estão lá e estão aprendendo alguma coisa, pode valer a pena o custo.

O fundador do Nipagesh está explorando outras maneiras de ganhar dinheiro além das assinaturas das escolas. Ele diz que a empresa nunca vai anunciar às crianças, mas diz que pode haver potencial financeiro em todos os olhares dos adultos que também estão na rede.

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