Várzea Grande estuda implantar projeto de geração de energia limpa

O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande no Mato Grosso, Silvio Fidelis e o vice-prefeito, José Hazama, além de técnicos da Educação Ambiental, visitaram a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Madre Marta Cerutti, no bairro Bela Vista em Cuiabá para conhecer o Projeto Biogás que será implantado em cinco unidades educacionais da capital.

A equipe pode observar sobre a produção do Biogás, funcionamento do equipamento e eficácia na produção de energia limpa com o tratamento do lixo de maneira adequada e sustentável.

De acordo com o secretário Silvio Fidelis, a ideia é realizar estudo de viabilidade para a implantação nas escolas da rede pública municipal de Várzea Grande. “Nosso objetivo é implantar o projeto nas escolas do município, além de trazer economia, o sistema será um aliado no processo ensino aprendizagem. Nossa meta é estar fazendo a diferença, inovando nas alternativas sustentáveis que contribuam para o meio ambiente e avançando para oferecer um ensino de qualidade aos nossos alunos”, destacou.

Segundo os técnicos da Educação Ambiental da SMECEL, o projeto será desenvolvido nas unidades escolares em duas fases, a funcional e a pedagógica, envolvendo professores e alunos. Essa tecnologia foi desenvolvida por uma empresa israelense em 2011. O processo não gera odor (só dentro do equipamento) e não oferece riscos à saúde das crianças. O sistema é inovador e pode ser colocado em ambientes públicos, em qualquer escala, inclusive industrial.

No ambiente escolar o projeto ganha o componente pedagógico com a Eco-Alfabetização, com a apresentação de uma série de palestras que serão ministradas aos alunos para mudar antigos hábitos, por práticas mais saudáveis. “Essa tecnologia não produz só o biogás, ela produz também um fertilizante que poderá ser utilizado na escola, em canteiros e hortas, reduzindo o impacto ambiental”, explicou o secretário acrescentando que, com essa tecnologia, tudo aquilo que é orgânico e que iria para o lixo, pode ser transformado em energia limpa.

O sistema lembra uma composteira tradicional porém mais eficiente. Além de dejetos orgânicos, como cascas de frutas e legumes, também recebe carnes, laticínios, gorduras, óleos e outros resíduos para produzir biogás. As bactérias presentes no biodigestor decompõem os materiais orgânicos, liberando gás limpo que é utilizado para cozinhar. Fácil de montar, o sistema funciona sem eletricidade, pode ser colocado, por exemplo, no quintal de uma casa. Diariamente produz cerca de 6 kwh (kilowatt-horas) de energia, biogás suficiente para cozinhar por 3 horas.

Por: Fred Nogueira – Secom/VG

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